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V
ocê já ouviu falar do Espírito de Natal? Outro dia assistindo um filme com minhas filhas me lembrei dele. Segundo esses filmes...e também em algumas peças publicitárias...o Espírito Natalino é uma mudança que ocorre nas pessoas na época das festas natalinas. Segunda essas perspectivas, as pessoas são convidadas a serem mais solidárias ao próximo, mais sensíveis ao seu irmão  e as suas necessidades, deixando que o amor seja manifesto. Isso é muito bonito e confesso que eu amo esses filminhos, mas, de verdade, eu não sei dizer o que seria o tal Espírito de Natal que mudaria as pessoas de tempo em tempo, seguindo, no intervalo entre os natais, aquilo que naturalmente somos.

No Evangelho de João, no capítulo quinze, Jesus fala acerca de como seus discípulos deveriam frutificar, como deveriam ter as mesmas ações do Jesus de Nazaré, o Filho de Deus. Amar ao irmão é uma determinação e seus discípulos deveriam ter este parâmetro como um padrão de vida, como um comportamento que deveria estar presente em seus relacionamentos: “O meu mandamento é este: que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei.”. Note que Jesus deixa um mandamento, algo que tem caráter imperativo, que não é optativo, mas ao contrário, algo que deveria caracterizar aqueles que eram verdadeiramente seus discípulos. Por isso, que o mesmo João vai dizer em sua primeira Epistola, no capítulo quatro: “Aquele que não ama não conhece a Deus, pois Deus é amor. Nisto se manifestou o amor de Deus em nós: em haver Deus enviado o seu Filho unigênito ao mundo, para vivermos por meio dele.”.

Desta forma, podemos concluir que viver em amor para com nosso irmão é o sinal de que somos cristãos. Se não amamos nosso irmão não podemos insistir em ratificar nossa fé cristã...isto é simplesmente contraditório. Por isso, seus discípulos deveriam amar como Cristo amou. Ele é o parâmetro!

Perceba que, o amor de Jesus não está limitado ao sentimento, pois nossos sentimentos variam mais que possamos naturalmente admitir. Basta que olhemos com honestidade para como somos e poderemos perceber como há características volúveis em nossas emoções e sentimentos. Estamos tremendamente apaixonados e logo em seguida odiamos; estamos muito entusiasmados e já já desistimos; somos instáveis em nosso comportamento e nossos relacionamentos. Mas Jesus ordena que amemos...isso porque ele não está falando de algo que é alimentado pela reciprocidade e pelo prazer emocional. Eu mesmo confesso, costumo ter este sentimento por quem me possibilita algum tipo de satisfação.

Mas Jesus mostra seu amor falando que se entregaria na cruz por pessoas que não mereciam sua oferta. Logo, ele está dizendo que amar é agir! Amar seu irmão é agir de modo benigno e altruísta por quem naturalmente não merece e não poderá te pagar. Isso sempre irá exigir renúncia pessoal e sempre apontará para a Cruz.

Portanto, não preciso ser movido pelo tal Espírito de Natal...que vai e volta em cada festa de final de ano. Mas preciso ser continuamente movido pelo Espírito de Cristo, que me ordena ser como ele e fazer como ele fez. Eu nunca poderia ocupar a Cruz que Ele tomou para si de forma cabal, me reconciliando com o Pai, mas poderei e deverei amar meu ao irmão...agindo em seu favor com misericórdia e graça, como Jesus tem continuamente feito comigo. Logo, não preciso de Espírito de Natal, que continuo desconhecendo, preciso, isso sim, obedecer ao meu Senhor e manifestar ao mundo o seu amor.


  Autor
  Pr. Ilton Sampaio de Araújo

Ilton S. Araújo é pastor na Igreja Congregacional Campograndense, Rio de Janeiro.
Bacharel em Teologia, graduado em História e MBA em Gestão em Educação. Ilton é diretor pedagógico e também professor no Seminário Teológico do Oeste.


 

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