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 Em seguida, foi Jesus com eles a um lugar chamado Getsêmani e disse a seus discípulos: Assentai-vos aqui, enquanto eu vou ali orar;

 

A
quela seria a última noite de Jesus com seus discípulos antes de sua prisão, condenação, morte e ressurreição.  Naquela noite festiva de Páscoa, na semana que se comemorava a festa dos Pães Asmos, seus discípulos já haviam preparado sua última ceia e Jesus a deixara como ordenança e memorial até a sua volta definitiva; à tarde, junto aos discípulos, Jesus anunciara a presença daquele que o trairia, deixando claro que eles iriam dispersar diante de sua prisão e que Pedro o trairia. Ao final daquela reunião noturna ele, junto com os seus discípulos, seguiu para o Monte das Oliveiras.  Getsêmani ficou sendo conhecido como o local onde Jesus se derrama diante de Deus naqueles momentos que antecediam a sua paixão.  O lugar era uma espécie de horto, um jardim que ficava provavelmente aos pés do Monte das Oliveiras.  Já era tarde e a escuridão devia ser predominante.  Jesus retira-se então com seus discípulos para orar.

Jesus tinha o hábito de orar, não são poucas as referências dele se retirando ou fazendo-a publicamente.  Assim fez, ensinando seus discípulos a orar, na chamada oração dominical:  Portanto, vós orareis assim: Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome; (Mt 6. 9-13). E quando da morte de Lázaro, em João 11. 41-42, por exemplo:

Tiraram, então, a pedra. E Jesus, levantando os olhos para o céu, disse: Pai, graças te dou porque me ouviste.42Aliás, eu sabia que sempre me ouves, mas assim falei por causa da multidão presente, para que creiam que tu me enviaste.

Voltando ao Getsêmani, aquela era uma ocasião muito importante. Aquilo que estava reservado ao homem pecador seria pago pelo JUSTO.  Esse momento antecede todo sofrimento do Cristo, por isso os Evangelhos relatam: “e, levando consigo a Pedro e aos dois filhos de Zebedeu,começou a entristecer-se e a angustiar-se.”.

A oração era notadamente utilizada por Jesus como algo presente em sua vida terrena e manifestava sua dependência e intimidade com Deus em todos os momentos, e também sua comunhão com os irmãos.  Na vida de Jesus a oração não se revelara como recurso de menor relevância, utilizada somente quando não se havia outras ações “mais importantes” a serem realizadas, como muitas vezes expomos quando dizemos: “se não pode fazer nada, então, pelo menos ore”.  Jesus poderia ter feito ato público em despedida das massas, por exemplo, mas preferiu orar.

Jesus em diversas vezes se retirou para, distante da correria cotidiana, se encontrar diante de seu Pai. Sua missão era dura e o homem que era perseguido e acabaria na cruz se revelava dependente daquele que o enviara à entrega redentora, que sempre lhe imputava negação pessoal, que sempre lhe apontaria para a necessidade de submeter sua vontade ao Pai: Tornando a retirar-se, orou de novo, dizendo: Meu Pai, se não é possível passar de mim este cálice sem que eu o beba, faça-se a tua vontade. (Mateus 26.42).

A oração foi presente na vida de homens como Neemias, por exemplo. Sua presença não pode ser limitada por nada e nem ninguém. Nada pode nos impedir de orar. Podemos ser impossibilitados, inclusive, de ler a Bíblia, mas a oração é algo que acontece no íntimo, que pode ser audível ou não, mas ocorre na intimidade do relacionamento do crente com seu Pai Celeste.

Portanto irmãos, a oração não deve ser vista como recurso menor daqueles que nada podem fazer, por terem esgotado outras possibilidades, ou última estância dos desesperançados, mas entendida também como rica possibilidade contínua de nos achegarmos em intimidade com o Pai, em nome de Jesus Cristo, sozinhos, em família e com a Igreja de Cristo. Façamos assim e estaremos aos pés do Senhor.  Considere isto para fazermos algo altamente relevante: orar.  Junte-se àqueles que entendem este privilégio e ore sem cessar. Deus nos abençoe!



 

 


   Autor
   Pr. Ilton Sampaio de Araújo

Ilton S. Araújo é pastor na Igreja Congregacional Campograndense, Rio de Janeiro.
Bacharel em Teologia, graduado em História e MBA em Gestão em Educação. Ilton é diretor pedagógico e também professor no Seminário Teológico do Oeste.


 

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