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O Propósito Real do Casamento

 

H
á um propósito sublime para cada casamento que se estabelece na face da terra. Se observamos o livro de Gênesis, perceberemos que Deus chega à conclusão que não era bom que o homem estivesse só. É no mínimo impressionante que um Deus perfeito que tudo que criara atendia plenamente seus intentos, agora declarar que existe algo em sua criação que não era bom. Isso tem me feito pensar bastante. E a forma que entendo o Deus que a Bíblia apresenta não me permite pensar em reparos ou erros que possam vir Dele. Só posso entender o óbvio: Deus o criou assim pra que ele mesmo percebesse o desafio da solidão e com isso, já pudesse desfrutar cognitivamente da primeira graça fornecida na criação, o fornecimento amoroso de sua companheira da parte de Deus.

A mulher foi dada ao homem não apenas para suprir uma lacuna, mas para torná-lo pleno. A partir daquele momento, Adão tinha tudo o que Deus havia planejado efetivamente para ele. O propósito é que governasse seu lar de maneira que a conduta de sua família convergisse para a glória de Deus.

Logo que estão juntos, a primeira ordenança que recebe é: Fazei sexo ou, como lemos na Bíblia, "Crescei e multiplicai...". Essa coisa tão maravilhosa (o ato sexual), quando realizada debaixo da licitude e autorização de Deus, é uma ordenança, um presente de Deus para prazer e continuidade.

Mas quero que atentem a um fato que é ainda mais relevante, nossos casamentos não são apenas para nos satisfazer, mas atendem uma determinação de Deus contribuindo a um padrão bíblico que Ele está sempre utilizando no decorrer da história.

Por vezes, vemos como Deus estabelece representantes, que deveriam servir como modelos que apontam para Ele mesmo. Adão era uma espécie de representante ou agente do próprio Deus. Vemos Deus o estabelecendo como governador de toda terra ("Dominai sobre as aves do céu..."). Sabemos que Deus é quem domina sobre toda terra, mas esse é o padrão de Deus no estabelecimento de representantes. Podemos enxergar diversos homens que foram estabelecidos pelo próprio Deus como representantes dele: Moisés, Abraão, Jacó, José, Davi... De certa forma, uma observação bíblica mais apurada nos fará perceber que Deus usualmente trabalha desta maneira e Ele faz isso não apenas com figuras específicas, mas com tudo, até mesmo um relacionamento amoroso.

Se analisarmos o casamento estabelecido por Deus na terra para homens e mulheres, poderemos perceber que essa relação também aponta para algo maior, também aponta para Ele.

Todo casamento é uma representação da união da humanidade a Deus!

Se pensarmos na associação da solidão do homem com os caminhos que adentrou após ter pecado (onde se distanciou de Deus e se tornou inimigo de Deus), lembramos que assim como fez com Adão, lhe providenciando algo que lhe tiraria daquela condição, Cristo resgata toda criação do distanciamento de Deus, da solidão gerada pelo pecado. Por isso, interessantemente, o livro de Apocalipse fala que haverá a efetivação de um casamento no fim dos tempos (entre Cristo e a Igreja).

Nosso casamento é a representação de algo muito maior que você imagina. Ele representa o estabelecimento dos propósitos graciosos de Deus para Sua criação, para viverem em perfeita paz e harmonia com Ele.

Pense bem: Por que quero me unir a alguém ou (pra quem já o fez) por que me uni ao ... ? Como nosso casamento representa(rá) os propósitos de Deus pra Sua criação? Como minha relação tem tipificado (se apresentado como sombra de) a relação entre Cristo e a Igreja?

 


   Autor
   Pr. Jonatas Bento

Jontas Bento é pastor na Igreja Metodista Ortodoxa no Km32, Rio de Janeiro.
Bacharel em Teologia, Especialista em Teologia Bíblica AT. Jonatas também é professor no Seminário Teológico do Oeste.

 


 

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